Pra tudo existe um caminho, mas sinceramente pra certos
fatos ''quem procura não acha'', pelo simples fato das coisas vim de repente
(acontecer naturalmente). Aquela idéia martela tanto que as coisas acabam dando
errado, entenda: nada vai vim conforme a gente imagina, promessas são perca de
tempo, no final você acaba se decepcionando (ficando puto) com você ou com
alguém. ''Felicidade'' ela acontece naturalmente, tão natural que você nem
percebe, as melhores coisas acontecem nos pequenos fatos, não precisa de um
manual, e muito menos de alguém lhe dizendo o que é pra ser feito, ter a felicidade
não precisa de regras, ta na cara que aquele que é feliz não segue uma meta, ou
até segue, mas é algo que não lhe traga dúvidas, como: Comer bolo de chocolate
sem ter medo de engordar, é ter borboletas no estômago, pintar as unhas dos pés
mesmo sabendo que muitos acham ‘’ridículos’’ (minha vó mesmo diz: Cada cabeça é
um mundo), é ta com as pessoas que gosta e ama, mas é claro que é bom que elas
gostem ou amem você, porque é perca de tempo se dedicar a aquela tal pessoa sem
receber (mas isso é tema pra outro texto), é viver cada minuto como se fosse o
ultimo (com intensidade), mas mesmo assim sabemos que conforme a gente cresce
as responsabilidades crescem junto. Viver é tudo isso é mais um pouco, é
cativar, sorrir, chorar, amar, odiar, conhecer, aprender, se encantar,
decepcionar, todos esses sentimentos andam colados, são peças que se encaixam
conforme a história é contada, sentimentos são praticamente bipolares, não
estranhe suas mudanças de humor, são instintos, depende dos personagens e
principalmente de suas vontades, e como a história deveria terminar? Calma amigo,
ainda nem começou, e quer saber? Os personagens são todos a sua volta, então
não faça por onde, depende sim, só que de “Você”.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Um inverno na minha tarde.
A tarde chovia, e o café quente sobre a mesa do escritório
manchava a colher de aço. Dá janela dava pra perceber humanos com sua infância
correrem naquele dia frio, transformando aquela chuva intensa que todos os
adultos desta pequena cidade fugiam, em brincadeira. Fugimos de tudo que é
natural, de tudo que botamos o nome ‘’problema’’, para eles não é bem assim, é
algo que não podemos ver, mas sentir. Estava frio, e no andar de cima
escutava-se e Regina Specktor, fechei os olhos e comecei a ouvir o eco da música
que transportava sua energia, a cada quarteirão, a cada andar, quando abri os
olhos olhei para o bloco de notas e logo um jornal com palavras cruzadas, pra
passar o tempo comecei a desvendar, talvez aquelas palavras ali no momento não
faça o menor sentido, como nos dias anteriores, ou no dia seguinte, nada faz
sentidos em alguns momentos, mas outros aparecem turbilhões de sentimentos por
uma palavra, aquilo que te faz lembrar aquela manhã que aconteceu um desastre,
ou aquela tarde que choveu e você não teve como se proteger da chuva, mas não
sou tão adulta, na verdade nunca fui, espero o dia em que vou crescer como uma
garotinha que quer usar tamancos, enquanto espero, vou ser um pouco criança com
mil desejos. “Fidelity” parou de tocar, o jornal estava largado em cima de uma
pilha de livros e o café esfriou as crianças não estavam mais lá, e metade da
tarde tinha se passado.
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