segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Roteiro

 


Pra tudo existe um caminho, mas sinceramente pra certos fatos ''quem procura não acha'', pelo simples fato das coisas vim de repente (acontecer naturalmente). Aquela idéia martela tanto que as coisas acabam dando errado, entenda: nada vai vim conforme a gente imagina, promessas são perca de tempo, no final você acaba se decepcionando (ficando puto) com você ou com alguém. ''Felicidade'' ela acontece naturalmente, tão natural que você nem percebe, as melhores coisas acontecem nos pequenos fatos, não precisa de um manual, e muito menos de alguém lhe dizendo o que é pra ser feito, ter a felicidade não precisa de regras, ta na cara que aquele que é feliz não segue uma meta, ou até segue, mas é algo que não lhe traga dúvidas, como: Comer bolo de chocolate sem ter medo de engordar, é ter borboletas no estômago, pintar as unhas dos pés mesmo sabendo que muitos acham ‘’ridículos’’ (minha vó mesmo diz: Cada cabeça é um mundo), é ta com as pessoas que gosta e ama, mas é claro que é bom que elas gostem ou amem você, porque é perca de tempo se dedicar a aquela tal pessoa sem receber (mas isso é tema pra outro texto), é viver cada minuto como se fosse o ultimo (com intensidade), mas mesmo assim sabemos que conforme a gente cresce as responsabilidades crescem junto. Viver é tudo isso é mais um pouco, é cativar, sorrir, chorar, amar, odiar, conhecer, aprender, se encantar, decepcionar, todos esses sentimentos andam colados, são peças que se encaixam conforme a história é contada, sentimentos são praticamente bipolares, não estranhe suas mudanças de humor, são instintos, depende dos personagens e principalmente de suas vontades, e como a história deveria terminar? Calma amigo, ainda nem começou, e quer saber? Os personagens são todos a sua volta, então não faça por onde, depende sim, só que de “Você”.

Um inverno na minha tarde.

 


A tarde chovia, e o café quente sobre a mesa do escritório manchava a colher de aço. Dá janela dava pra perceber humanos com sua infância correrem naquele dia frio, transformando aquela chuva intensa que todos os adultos desta pequena cidade fugiam, em brincadeira. Fugimos de tudo que é natural, de tudo que botamos o nome ‘’problema’’, para eles não é bem assim, é algo que não podemos ver, mas sentir. Estava frio, e no andar de cima escutava-se e Regina Specktor, fechei os olhos e comecei a ouvir o eco da música que transportava sua energia, a cada quarteirão, a cada andar, quando abri os olhos olhei para o bloco de notas e logo um jornal com palavras cruzadas, pra passar o tempo comecei a desvendar, talvez aquelas palavras ali no momento não faça o menor sentido, como nos dias anteriores, ou no dia seguinte, nada faz sentidos em alguns momentos, mas outros aparecem turbilhões de sentimentos por uma palavra, aquilo que te faz lembrar aquela manhã que aconteceu um desastre, ou aquela tarde que choveu e você não teve como se proteger da chuva, mas não sou tão adulta, na verdade nunca fui, espero o dia em que vou crescer como uma garotinha que quer usar tamancos, enquanto espero, vou ser um pouco criança com mil desejos. “Fidelity” parou de tocar, o jornal estava largado em cima de uma pilha de livros e o café esfriou as crianças não estavam mais lá, e metade da tarde tinha se passado.